A história das roupas indianas

O traje indiano tradicional assumiu significado político durante a luta pela independência da Índia do domínio britânico na primeira metade do século XX. Mohandas Gandhi famosamente usou a dhoti e xale indiano tradicional. A dhoti é uma faixa retangular de tecido de cerca de 90 cm de comprimento. Os homens usam a dhoti embrulhada e amarrada em torno de suas pernas e cintura. Gandhi produzia suas próprias roupas. Na Índia, a escolha de Gandhi de vestuário se tornou politicamente significativa, porque se ligou ao movimento para rejeitar produtos britânicos e apoiar produtos e tradições indianas.

Sari (saree)

O sari, por vezes escrito “saree”, é uma longa faixa de pano despontado que as mulheres drapeiam sobre o corpo de várias maneiras diferentes. No final do século 20, a maneira mais comum de usar o sari é a de envolvê-lo ao redor da cintura e jogá-lo sobre o ombro. As mulheres usam o sari sobre uma anágua e uma blusa de manga curta equipada chamado de “choli” ou “ravika”.

Dhoti

Os estados indianos ocidentais de Rajasthan, Gujarat e Maharashtra têm um grande número de homens que continuam a usar a dhoti. Existem muitas variações regionais em como os homens usam a dhoti em toda a Índia. Em Gujarat, por exemplo, os homens usam o dhoti com uma kurta curta em cima, chamada de “kediya” (uma kurta é uma túnica abotoada pela frente até a metade). A dhoti também está sujeita a várias regras de etiqueta. Na parte sul da Índia, os homens às vezes puxam a dhoti e dobram a parte superior em volta da cintura — a dhoti então termina um pouco abaixo dos joelhos. No entanto, muitos acreditam que falar com as mulheres com a dhoti usada desta maneira mais curta é indecente e desrespeitoso.

Kurta

A kurta teve origem na Pérsia e  ficou conhecida no ocidente por influencia dos ingleses. Em sua forma mais tradicional é composta por duas peças retangulares de tecidos, que são costuradas lateralmente sem nenhum recorte ou pense, para que não haja desperdício de tecido. As mangas também são retas, ou seja, não têm o punho mais afunilado. A modelagem da kurta é bem simples, embora possam existir bordados decorativos. Na parte lateral, deixam-se sempre duas aberturas, para dar livre movimento no andar. Normalmente a kurta tem uma abertura na parte superior da frente, que é fechada por botões. Em ocasiões menos formais, as kurtassão com botões de osso ou de plástico, podem ser de metais colocados como abotoaduras. A kurta tradicional não tem gola, no entanto, já existem versões mais modernas com golas e colarinhos.

No verão, usualmente utilizam-se kurtas de tecidos mais finos, como o algodão ou a seda. No inverno são utilizados tecidos mais grossos como a lã ou mistura de vários tipos de fibras.

As kurtas podem ser usadas com todos os tipos de calças indianas e até com calça jeans, o que chamamos aqui no Brasil de bata.

Sherwani

O sherwani é como um paletó indiano, enquanto a kurta é como a nossa camisa, ou seja, por baixo do sherwani é indicado usar uma kurta, assim como no traje formal ocidental, onde sempre usamos um terno, por exemplo, com uma camisa de algodão debaixo.

O sherwani lembra a roupa de um príncipe, com tecidos mais finos, de seda que os homens usam para dias festivos, enquanto a kurta são roupas do dia a dia do homem indiado, materiais mais simples de algodão para eventos mais informais.

Sherwanis são indicados para os casamentos. O casamento indiano é um evento muito luxuoso.

E aí, curtiram saber mais sobre a moda e o significado das roupas indianas? Compartilha com a gente sua opinião aqui nos comentários e me diz que tipo de curiosidade você gostaria de ver aqui no site.


SPFW: começa a maior semana de moda no Brasil

Hoje, dia 22 de abril, o SPFW abre sua 47° edição com o  desfile de Reinaldo Lourenço no Farol Santander seguido por uma semana de muita moda que terá  desfiles com o selo Projeto Estufa e cinco marcas inéditas no evento: Haight, Neriage, Flávia Aranha, Another Place e Ocksa.

O tema desta edição é um convite a participação de todos na construção de um futuro mais coletivo e participativo. “Qual é a sua Utopia?” é a pergunta do conceito central do evento.

“Respostas à pergunta tema, quando compartilhadas nas redes sociais usando #MinhaUtopiaHoje, poderão ser projetadas em grandes telas, assinadas pelo Santander, que envolvem a “praça” do SPFW N47, construindo um mosaico coletivo de utopias. Você pode conferir o calendário completo clicando aqui! 

Agora que vocês já estão por dentro de como será o SPFW 2019, a grande pergunta que muitas pessoas tem em mente é: “E aí, como faz para entrar?”. Bom, antes de mais nada, vamos com algumas curiosidades e dicas que podem te ajudar a participar deste evento.

O SPFW começou lá atrás em 1995 e foi criado pelo produtor de eventos Paulo Borges e a primeira edição contou com desfiles em apenas três dias, de estilistas como o grande Alexandre Herchcovitch, Walter Rodrigues e Sonia Maalouli. Hoje em dia o evento ocorre duas vezes por ano, uma no primeiro quadrimestre e outra no último.

E para entrar no SPFW não é impossível não, mas você precisa de um convite. Por isso fique atento caso alguém apareça te vendendo um ingresso, é furada! As assessorias de cada marca possuem uma lista de convidados, mas se você quiser muito entrar, sempre vale conferir com a produção e pessoas que estão no evento, vai que rola…

Para finalizar, o SPFW é muito mais que apenas desfiles, o evento conta com performances, palestras, shows, food trucks, oficinas e lojas também! Ou seja, você mergulha no mundo da moda por completo.

Conta pra gente o que você mais gosta deste universo da moda e do SPFW. Qual desfile você mais quer ver?


Transparência no dia-a-dia

Nos enviaram uma pergunta sobre como usar transparência no dia-a-dia, depois de terem dito a nossa leitora que não “pegava muito bem” usar roupas deste tipo. Para ajudar vocês com essa questão, resolvi fazer este post com algumas dicas de como usar roupas deste tipo.
Durante o dia as transparências devem ser usadas em pequenas proporções, pra que a produção se adeque a ambientes como o trabalho. Saias e vestidos com forros curtos deixam as pernas à mostra, mas sem exageros.
Outra opção são as camisas transparentes, que podem ser usadas com tops ou regatas básicas por baixo. Saia lápis e calça flare compõe uma produção mais discreta, e um blazer ou suéter arrematam o look.
Vou adorar ver vocês usando suas roupas e compartilhando com a gente aqui ou nas redes sociais. Usa a #gogoia e #gogoia30, vai ser um prazer ver as composições que vocês criaram.


Dica para quem não gosta de roupas coloridas

O SOS Gogoia desta semana é para quem prefere looks neutros a coloridos! A Marcela me contou que é apegada a peças pretas e escuras, e que, para alternar, recorre ao estilo navy. Ela me pergunta como pode variar o visual para não deixá-lo carregado, mas mantendo a neutralidade do look! Marcela, há outros looks neutros além do preto básico e do navy. Por exemplo, você pode alternar com as cores cinza, branco e tons pasteis, além de investir em peças com estampa estilo exército.

Se você quer dar uma aliviada no visual, jogue acessórios que equilibram, como prata e dourado. Brincos, maxi brincos e colares dão uma iluminada no visual! Com o verão, você pode também brincar com o cumprimento das roupas, deixando a pele à mostra. Use itens que quebrem um pouco o tom monocromático, como um lenço branco combinando com o top branco. À noite, aposte na make, e aplique um batom brihante!

Preto, branco e cores neutras permitem um look chique e clássico, e impõem certa seriedade. Para descontrair um pouco o visual, você pode usar a criatividade e mudar o tom dos botões da T-shirt, por exemplo. Ou estampas, como animal print, que podem até mudar o visual totalmente! Outra ideia é combinar vestido e casaco de mesmas cores, dando a impressão de um conjunto só.